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VERDADES BÁSICAS DA BÍBLIA
Escrita Por Dr. Lester Hutson

Copyright - Lester Hutson - 1986
Todos os direitos reservados. É proibido copiar ou reproduzir sem permissão escrita do Dr. Lester Hutson.

Capítulo Cinco

 

Fundamentos da Comunhão e da Produtividade com Deus

"Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado."

I João 1:7

1. Seu primeiro objetivo é mostrar a diferença entre "relacionamento" e "comunhão".

2. Seu segundo objetivo é mostrar que a comunhão com Deus é essencial para se ter a qualidade de vida que Deus deseja para todos os seus filhos.

3. Outro objetivo da lição é mostrar que a conduta têm um impacto direto na comunhão do cristão com Deus.

4. O objetivo principal desta lição é mostrar aos alunos como manter a comunhão com Deus.

5. Outro objetivo é de convencer seus alunos que o amor deve ser nossa única motivação no trabalho do Senhor.

 

TÍTULO

"FUNDAMENTOS DA COMUNHÃO E DA PRODUTIVIDADE COM DEUS"

 

PENSAMENTO

Uma vez que alguém é salvo, precisa aprender o que significa andar em comunhão com Deus.

 

APLICAÇÃO

Procure fazer a distinção entre relacionamento e comunhão, e ensinar aos alunos como a comunhão pode ser perdida e recuperada. Depois, ensine qual é a motivação de todo o trabalho cristão.

Lembre-se de sempre fazer a revisão. A revisão é especialmente importante hoje. Na última semana, seus alunos foram confrontados com sua própria situação diante de Deus, e talvez até confiaram em Jesus Cristo como Salvador naquele momento. Podem ter dúvidas que a revisão ajudará a esclarecer. Seria bom usar a maior parte do tempo de revisão para lembrar os pontos mais importantes da Lição Quatro. Lembre também que, nesta lição, estaremos analisando as coisas a partir da perspectiva de Deus, que nós sabemos através da Bíblia. Faça também um breve comentário que o grande desafio é chegar do Grupo Um para o Grupo Dois. O homem nunca conseguiria sair do Grupo Um e mudar para o Grupo Dois. Deus, porém, através da pessoa e do sacrifício de Jesus Cristo, pode transformar qualquer pessoa perdida em salva. Deus faz essa mudança em qualquer indivíduo no instante em que ele crê em Jesus Cristo. Crer significa confiar, e no momento em que ocorre a confiança em Cristo, a pessoa perdida nasce de novo espiritualmente, e faz parte da família de Deus. Não há nenhuma outra maneira de entrar na família; e uma vez dentro, ninguém consegue sair.

Professor, você deve dizer que, nesta lição, você estará mudando um pouco de direção. Durante as primeiras quatro lições, você esteve falando sobre como entrar na família de Deus: como ser salvo. De agora em diante, você não estará discutindo se a pessoa é salva e a caminho do céu, ou não. Ter um neném é algo muito diferente de guiá-lo à maturidade. Nas Lições Cinco e Seis, estaremos discutindo o que aqueles que já são crianças recém-nascidas em Cristo devem fazer, e como devem agir e viver. Não estaremos lidando com o que é necessário para se tornar filho de Deus. É importante que seus alunos entendam isso, ou podem pensar que você está lhes dizendo o que precisam fazer para serem salvos. Tenha certeza de que entendem que já são salvos, e que isso nunca mudará, não importa o que eles façam de bom ou de ruim. No entanto, Deus, como qualquer outro pai, não está interessado em ter apenas recém-nascidos em sua família, para deixá-los na infância sem crescimento. Não, ele quer que seus recém-nascidos cresçam e sejam maduros e produtivos no Seu trabalho. O material que você vai ensinar agora foi elaborado pensando nos que já são salvos.

 

I. Diga aos alunos que você vai começar discutindo "COMUNHÃO" com Deus, que é muito diferente de "RELACIONAMENTO" com Deus:

A. Explique a palavra "comunhão" e como ela difere de "relacionamento":

1. Escreva "Comunhão" no esquema, como ilustrado, e também I João 1. Explique que comunhão significa concordância, acordo, harmonia.

2. Faça um contraste entre "comunhão" e "relacionamento", que se refere a parentesco, conexão familiar, consangüinidade. Explique que pode haver comunhão entre pessoas que não têm nenhuma relação. A comunhão se refere a um aspecto completamente diferente do que o relacionamento.

3. Explique que, enquanto um relacionamento que é estabelecido e afetado somente pelo nascimento (nesse momento escreva "Nascimento" no esquema, e faça a ligação com "Relacionamento", como ilustrado), a comunhão com Deus, mesmo que inicialmente estabelecida pelo novo nascimento, é afetada pela "conduta" (Afora escreva "Conduta" no esquema, e faça a ligação). Diga aos alunos que a conduta é importante para os cristãos. É muito importante, e sempre deve ser "boa", mas não para que sejamos salvos, pois cristãos já são salvos. A conduta não afeta o relacionamento, mas têm um impacto muito grande sobre a comunhão.

ILUSTRAÇÃO:
Use o paralelo familiar. Todos sabem que a boa ou má conduta não têm nenhum efeito sobre o relacionamento de um membro à família. Todos sabem também que a conduta têm uma grande influência sobre a comunhão de um membro dentro da família. Em termos de famílias físicas, ninguém parece ter problemas em distinguir entre relacionamento e comunhão. No sentido espiritual, porém, muitas pessoas estão tentando confundir as duas coisas, e fazê-las uma. Este ponto de confusão é o motivo pelo qual muitas pessoas pensam que as obras e a boa conduta são o caminho para a salvação. Pensam que a conduta têm ligação com o relacionamento. A conduta não têm essa ligação com o relacionamento; está ligada apenas com a comunhão. Uma simples aplicação do paralelo entre a família física e espiritual mostraria a qualquer pessoa razoável que essa é a verdade.

B. Explique aos alunos que Deus quer que seus filhos tenham sempre uma boa comunhão com Ele.

1. I João 1 é uma passagem excelente onde Deus usa o apóstolo João para chamar todos à comunhão. Note especialmente o verso 3.

2. Qualquer pai ou mãe pode entender que Deus quer a comunhão com seus filhos. Deus é a luz e a verdade. Quando seus filhos andam em comunhão com ele, são abençoados. Deus não quer que seus filhos andem longe dele, e vivam de maneira errada, pois ele sabe que encontrarão problemas e a pobreza espiritual, como evidenciado pelo filho pródigo de Lucas 15. Deus quer que seus filhos gozem da qualidade espiritual e da prosperidade em suas vidas, o que é possível somente quando têm a comunhão com Ele na verdade. Jesus disse, "eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância", em João 10:10 (acrescente ao esquema). Deus não está interessado em tê-lo em sua família para vê-lo cair. Ele quer que você tenha qualidade de vida, então ele quer a comunhão. Diz, portanto, em Colossenses 2:6, que andemos com ele (acrescente ao esquema.)

C. Agora, ensine aos alunos que a má conduta terá um efeito contrário sobre a comunhão de um cristão com Deus:

1. O pecado quebra a comunhão com Deus. Escreva "pecado" no esquema, e também Isaías 59:1-2, e peça que os alunos acompanhem. Explique que o pecado não pode quebrar o relacionamento com Deus, mas pode quebrar sua comunhão e causar muita tristeza. Talvez você queira mencionar também Jeremias 5:25.

2. Como o pecado é uma realidade da vida para todos nós, incluindo cristãos (I João 1:8, 10), então todos os cristãos irão perceber que ter uma comunhão perfeita com Deus não é tão fácil como talvez possa parecer.

Professor, previna os seus alunos para que não estejam muito surpresos, ou duros consigo mesmos quando pecarem e virem que sua comunhão com Deus não está indo bem. Sair da comunhão com Deus chama-se uma "recaída", e acontece por causa do pecado em nossas vidas. O pecado é uma realidade da vida com a qual precisamos aprender a lidar

.

II. Agora, ensine aos alunos que Deus ama seus filhos, e quando um deles sai da comunhão com ele, ele age imediatamente para trazer aquele filho de volta à comunhão.

A. Deus faz isto introduzindo a disciplina na vida daquele filho:

1. Escreva "disciplina" no esquema, e Hebreus 12:5-11.

2. Os três graus da disciplina são mencionados nessa passagem: primeiro, "corrigir", depois, "açoitar" e em terceiro "disciplinar". A Palavra que lemos, ouvimos ser ensinada ou pregada, nos corrigirá sobre o pecado em nossas vidas. Deus pode trazer essa Palavra aos nossos ouvidos por uma variedade de meios: um pregador, um amigo, ou até um inimigo. Se ignorarmos a sua correção, a situação se tornará um pouco mais severa: "açoitar". Se o "açoitamento" não nos fizer deixar o nosso pecado, então virá a disciplina mais dura.

3. Professor, você deve ler a passagem inteira com seus alunos, que devem acompanhar. Enfatise que todos os filhos de Deus recebem a disciplina (verso 6), e também que qualquer um que pecar contra Deus e não for disciplinado não é um filho (verso 8), mesmo que finja ser. (Previna seus alunos que não tentem ser juízes nesses casos. Deus pode estar disciplinando alguém, mesmo que ninguém possa ver). Destaque também os versos 5 e 10, que dizem que os filhos de Deus não devem ressentir-se por causa da disciplina, ou tentar resisti-la, pois ela vem do Senhor, e é sempre corretiva, e não punitiva. É para o bem da criança, e não para machucá-la. Sim, pode doer, mas nunca tanto quanto as consequências do pecado machucariam, e é isso que Deus procura corrigir com sua disciplina. Enfatize nessa passagem que o proveito que sai da correção só ocorre quando a pessoa percebe o que Deus está fazendo, e deixa o pecado (verso 11). Aqueles que se rebelam contra Deus vão ficando em situação cada vez pior até que algum dia Deus tenha que trazê-los à morte, como no caso de alguns dos crentes em Corinto, em I Coríntios 11:30.

ILUSTRAÇÃO:
Eu tenho dois filhos e uma filha. Na medida em que eles cresceram, eu vi muitas tendências más se formarem neles, as quais eu sabia que poderiam prejudicá-los muito na vida. Que tipo de pai eu seria se tivesse visto tais tendências, percebido as consequências, e não feito nada? É claro que, como pai, eu me preocupo com a bem de meus filhos. Quanto mais nosso Pai celeste se preocupa com seus filhos e filhas espirituais!

B. Agora, ensine aos alunos o que fazer quando eles pecarem, e quando a disciplina de Deus começar. Ensine como voltar à comunhão com Deus:

1. Diga que só existe uma maneira de um cristão voltar a ter comunhão com Deus. Ele têm que confessar seu pecado a Deus. Escreva "pecado" no esquema.

2. Agora escreva I João 1:9, e peça que seus alunos acompanhem. Professor, se eles não entenderem esse ponto, nunca serão produtivos e felizes nas suas vidas cristãs. Se não aprenderem o que devem fazer, serão náufragos espirituais. Por isso, tenha certeza de que entendam esse ponto. É provavelmente a verdade mais importante para se ter uma vida cristã efetiva.

Explique que confessar significa reconhecer o seu pecado diante de Deus. Não é apenas uma menção vazia e insincera do pecado. É um reconhecimento do coração de que Deus está certo e você está errado.

Explique também que a confissão deve ser feita diretamente para Deus, e não a um pregador ou qualquer outra pessoa. Sim, nós cremos na confissão - não é algo somente para católicos. Confessamos, mas não aos homens. Confessamos a Deus.

Explique também que quando confessamos em verdade, Deus perdoa, e a culpa se vai. Quando Deus perdoa, não é necessário continuar se culpando e segurando o pecado. Ele já foi perdoado e cancelado, pelo poder do sangue de Jesus Cristo, de acordo com I João 1:7.

Professor, ensine seus alunos a confessar ; não somente na igreja aos domingos, ou ao fim do dia, mas a todo momento, no instante em que ocorre o pecado em suas vidas.

3. Agora escreva Hebreus 4:14-16 no esquema, e peça que os alunos acompanhem enquanto você lê. Explique que Jesus Cristo é nosso sumo sacerdote, a quem nós nos dirigimos com nossas confissões. Enfatize que ele encoraja a nossa vinda a ele.

Mostre, através do versículo 16, as duas coisas que recebemos quando nos chegamos a ele em confissão. Primeiro, recebemos "misericórdia". O perdão é isto: misericórdia. Nós pecamos e ele nos perdoa. Não é a justiça que nós recebemos quando nos achegamos cheios de culpa; é a misericórdia. Em segundo, recebemos a "graça para socorro em ocasião oportuna". O nosso sumo sacerdote, Jesus, não só perdoa nossos pecados, como também nos dá uma ajuda especial para a nossa próxima tentação. Ele nos dá ajuda no solo de nossas almas, o lugar de onde o pecado cresceu. Se nós temos um ataque de raiva, ele sabe que isso veio de um espírito de rancor. Então, ele não só nos perdoa pelo ataque de raiva, como nos dá a graça, ou remédio espiritual para tratar do espírito de rancor do qual o ataque cresceu.

Sim, Jesus está interessado no nosso bem-estar. Uma de suas principais maneiras de nos ajudar é através da oração. Ensine, portanto, os seus alunos a orar. Ensine que a oração e a confissão devem ser algo que acontece todos os dias, e muitas vezes durante o dia, se eles pretendem manter-se em comunhão com Deus, e ser um cristão contente e produtivo. A confissão traz a restauração da comunhão. Sem ela, eles perderão e continuarão longe da comunhão.

III. Diga agora que existem muitas coisas que Deus irá pedir que eles façam, como filhos de Deus. Deus, porém, quer que eles façam essas coisas apenas por uma razão. Essa razão ou motivação é o amor:

A. Explique que Deus não quer que seus filhos façam coisas boa porque eles "devem" fazer. Ele quer que eles façam o que é certo e que o sirvam porque eles "querem":

1. Escreva "Amor" no esquema.

2. Explique que como filhos de Deus nós não "temos" que fazer nada. Deus quer que nós façamos muitas coisas, da mesma maneira que qualquer pai ou mãe quer que seu filho cresça e seja bom, honesto, respeitável, e trabalhador. Mesmo se não fizermos nada, ainda seremos filhos de Deus e iremos ao céu. Nosso nascimento espiritual resolveu essa questão para sempre. Disciplina? Sim. Falta de produtividade? Sim. Mas nós não temos que servir a Deus. Nosso destino eterno não depende disso.

B. Agora, começe a adicionar as escrituras, lendo-as e comentando-as.

1. I Pedro 4:8. Note que o "amor" está "acima" de todas as outras características dos filhos de Deus.

2. II Coríntios 5:14. O amor é a força motivadora de todos os cristãos.

3. I Coríntios 13:1-3. Leia ou diga esses versos cuidadosamente, enquanto os alunos acompanham. Eles entenderão, sem sombra de dúvidas, que tudo que um cristão fizer no serviço de Deus não têm valor algum se a motivação não for o amor. Isso significa que Deus não se sente honrado quando damos nosso dinheiro, se não damos com um coração de amor. Não devemos dar por que a igreja requer, ou para impressionar aos outros. Não devemos cantar para impressionar aos outros com o nosso talento, ou deixar de roubar ou cometer adultério porque podemos ser descobertos. Não devemos ir à igreja por causa de nossos filhos, ou para desfilar nossas roupas bonitas, ou estabelecer contatos.

4. Não! Tudo que fizermos deve ser feito porque amamos a Deus. Escreva I Coríntios 10:31, e leia. Quando alguém salvo se lembra de sua situação quando ele era um pecador perdido, e considera o preço que foi pago por Cristo pela sua salvação, certamente o amor e a gratidão devem encher o seu coração. Certamente não existe nenhum privilégio tão importante quanto dar de nós mesmos em gratidão no serviço daquele que fez tanto por nós.

5. Servir a Deus de coração simplesmente porque amamos a ele é uma verdade muito prática. Quando amamos a Deus e procuramos fazer o que Ele quer, fazemos somente o bem, pois ele nunca pede que alguém faça o mal. Portanto, quando agimos em amor, vemos que estamos fazendo o bem para alegrar a Ele; não para impressionar o patrão, não ter problemas com a lei, ou porque estamos devendo algo a alguém. Nós faremos exatamente a mesma coisa quando o patrão não estiver por perto. Significa que a casa de nosso vizinho está tão segura de nós quando não está trancada do que quando está. Nunca roubaríamos nada, mesmo sem trancas e guardas. Significa que seríamos tão fiéis ao nosso amigo, mesmo que ele nunca descobrisse, porque nós amamos a Deus, e sabemos que ele deseja que sejamos fiéis. Professor, você pode dar outros exemplos parecidos. A coisa mais importante é que os alunos vejam como o amor é uma motivação bonita e prática. Eu sei que o mundo nunca irá funcionar nas bases do amor. Se funcionasse, não precisaríamos de sistemas militares e de defesa tão complexos. Não necessitaríamos de trancas ou da polícia. Não seriam necessários os tribunais, as cadeias e penitenciárias. Homens não estariam prejudicando outros homens se o amor a Deus fôsse a única motivação da raça humana. Bom, não é a motivação de todos os homens, mas você pode ensinar seus alunos que pode e deve ser a única motivação deles.

 

1. Diga aos alunos que você vai concluir a Lição Cinco nesse momento. Mencione que, em todas as cinco lições até esse ponto, nenhum ato de conduta foi requerido. Tudo têm sido limitado a decisões feitas no coração. Mesmo que você os tenha ensinado a orar, e porque devem orar, você não pediu a eles que orassem, fossem batizados, se tornassem membros da igreja, ou qualquer outra coisa. Diga que a próxima lição será uma lição sobre ação. Você irá começar a explicar algumas coisas que Deus deseja que eles façam como filhos de Deus. O título da próxima lição será "Adorando e Servindo a Deus como Parte de Uma de Suas Igrejas". Diga aos alunos que a lição da próxima semana explicará bem o batismo: o que significa, e porque deve acontecer.

2. Encoraje seus alunos a estar na igreja no próximo domingo.

3. Levante-se e dirija-se à porta, assegurando-os de que estará de volta no mesmo horário na semana que vem para concluir a série de seis lições.

 

"Faz Uma Diferença O Que Você Crê"