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VERDADES BÁSICAS
DA BÍBLIA
Escrita Por Dr. Lester
Hutson
Copyright - Lester
Hutson - 1986
Todos os direitos
reservados. É proibido copiar ou reproduzir sem
permissão escrita do Dr. Lester Hutson.
Capítulo Quatro
Como Tomar Posse Daquilo Que Deus Oferece
"Aquele que crê no Filho têm a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida; mas a ira de Deus sobre ele permanece."
João 3:36
1. Mostrar aos seus alunos que a única maneira de ter um relacionamento com Deus é crendo em Jesus Cristo como Salvador pessoal.
2. Mostrar a eles que o novo nascimento ocorre no momento em que cremos ou temos fé em Jesus Cristo.
3. Ajudá-los a definir com certeza se eles realmente creram ou não.
4. Seu objetivo principal é levar seus alunos a crerem no Senhor Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, se é que eles ainda não o fizeram. Professor(a), essa é a lição mais importante de todas, e esse é também o objetivo mais importante de todas as seis lições. Orem por sabedoria vinda de Deus para lidarem bem com a verdade nesse ponto.
5. Outro objetivo dessa lição é mostrar aos seus alunos a base da certeza da salvação em Jesus.
6. O objetivo final é deixar seu aluno com a compreensão e segurança de que seu relacionamento com Deus é permanente.
TÍTULO
"COMO TOMAR POSSE DAQUILO QUE DEUS OFERECE"
PENSAMENTO
Para que o evangelho de Cristo tenha valor pessoal para qualquer pessoa, têm que ser recebido com fé.
APLICAÇÃO
Procure ter certeza de que os alunos entendem o que significa crer, no sentido de ter fé, e faça com que eles analisem se realmente creram. Isso irá acontecer principalmente através do estudo de João 3:36. Durante esse estudo, todos aqueles alunos não-salvos devem ser encorajados fortemente a crer.
Depois de chegar e cumprimentar a todos, comece sua breve
revisão da informação ensinada na
Lição Três. Sua revisão deve terminar
com ênfase no fato de que tudo o que é
necessário para a salvação dos que
estão perdidos já foi feito por Jesus Cristo. A
única razão por que as pessoas permanecem perdidas
é que elas não se apoderam pessoalmente do trabalho
de Cristo.
Professor, enfatizo novamente que esta
Lição Quatro é a lição central
de toda a série. As três primeiras
lições dão a base para esta. Se algum de
seus alunos não é salvo, esta provavelmente
será a melhor, e mais provável oportunidade que
você ou qualquer outra pessoa terá de
ganhá-lo para Cristo. Se você já fez bem seu
trabalho prévio, e se apresentar bem as verdades da
Lição Quatro, o impacto das verdades da Palavra de
Deus estarão junto com você. Elas são as
verdades do Espírito Santo de Deus, e realmente trazem a
convicção. Se algum de seus alunos está
perdido, e você não o alcançar agora, as
verdades das Lições Cinco e Seis serão
apenas teóricas para ele. (Sim, você deve continuar
e ensinar as próximas lições, mas deve
explicar ao começar a Lição Cinco que os
ensinos não terão valor para os alunos até
que eles atravessem o ponto de fé que você
terá ensinado na Lição Quatro.)
I. Passe direto da revisão para o fato de que a única coisa que Deus pede dos pecadores perdidos é que creiam em Jesus Cristo como seu Salvador pessoal.
A. Lembro aos meus alunos (enquanto escrevo a palavra "Crer" no lugar apropriado do esquema) que o mundo e até vários grupos religiosos que se chamam "cristãos" insistem numa variedade de atos de conduta para serem salvos:
1. Alguns insistem no batismo; outros, no rendimento constante de boas obras.
2. Muitos dizem que é essencial para a salvação que a pessoa seja membro de sua igreja; outros dizem que você não foi realmente salvo se ainda não falou em alguma "língua estranha."
3. A maioria das pessoas e dos grupos religiosos dizem que você simplesmente não chegará ao céu se não viver de maneira boa o bastante.
B. Digo aos meus alunos, porém que quero mostrar-lhes direto da Bíblia o que Deus diz que é preciso para se apropriar do trabalho de Cristo, e então, ser salvo. Nesse ponto, eu apenas leio os vários versos, deixando que a Palavra de Deus fale por si. Eu escrevo os versos no esquema da seguinte maneira:
1. Acrescentar Atos 16:30-31 ao esquema e mostrar a pergunta direta sobre como ser salvo, e a resposta exata que é dada.
2. Acrescentar João 5:24 ao esquema. É muito efetivo mostrar os pontos apropriados no esquema enquanto se lê este verso.
3. Acrescentar João 3:15-18 ao esquema. Enquanto você diz ou lê estes versículos (com seus alunos acompanhando a passagem), enfatize a palavra "crer" sempre que ela ocorrer (cinco vezes) nessa pequena passagem. Procure realmente salientar que não é preciso nada a mais ou nada a menos; simplesmente "crer". Enfatize que essa idéia é muito diferente do que a maior parte do mundo pensa, mas que é isto que Deus diz através da Bíblia.
II. Agora, diga aos seus alunos que, no momento em que se crê e têm fé, ocorre o novo nascimento: (Escreva "Nascer de Novo" no esquema)
A. Mostrar através das Escrituras que isso é verdade:
1. Escreva João 3:1-14 no esquema, e peça que seus alunos acompanhem. Explique que Jesus está falando, e que disse no verso 3 que o homem "não pode ver o reino de Deus", e no verso 5, que o homem "não pode entrar no reino de Deus", sem que tenha nascido de novo. Mostre que Jesus disse, no versículo 7, que "Necessário vos é nascer de novo". Você pode explicar pelo texto que Nicodemos não entendia o que queria dizer "nascer de novo". O texto mostra claramente que ele estava apenas pensando em termos físicos. Jesus, porém, explicou que o nascimento espiritual é tão essencial para a vida espiritual e eterna, como o nascimento natural é necessário para a vida física e mortal. Explique também os versos 14-16, dizendo que devemos olhar com fé para Jesus, que seria levantado numa cruz, assim como os filhos de Israel olharam com fé para a serpente levantada por Moisés, e foram fisicamente salvos da morte. Assim, receberemos a cura e redenção espiritual que Jesus chama de "novo nascimento". Em outras palavras, crer em Jesus Cristo é o equivalente ao novo nascimento, pois esse novo nascimento ocorre no coração no mesmo instante em que alguém crê. Essa é a explicação que Jesus deu a Nicodemos (e a todas as pessoas), se entendermos João 3:1-18 como uma conversa contínua.
2. Agora abra em I João 5:1, e escreva isso no esquema. Mostre aos seus alunos que esse verso diz claramente que "Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus". Assim não há dúvidas de que o "nascer de novo" ocorre no momento da fé.
B. Explique aos seus alunos que Deus está usando a imagem da família na Bíblia para ilustrar uma verdade espiritual:
1. O uso de paralelismos e imagens é um método comum de ensino. Jesus usou-os muito nas parábolas. Um objeto físico era usado para ensinar e ilustrar uma verdade espiritual. Jesus ilustrou a Palavra de Deus como semente, os crentes como ovelhas e corações duros como solo rochoso.
2. Um dos paralelos mais extensos da Bíblia é o paralelo entre a família física e a família espiritual. Vemos isto não somente nas palavras de Jesus, mas também nas palavras de Paulo, Pedro e outros. Termos como "nascido", "pai", "filhos", "irmãos" e "família" são todos termos que usamos quando discutimos relações familiares. São usados também na discussão da família espiritual de Deus, para nos dar uma percepção da natureza do relacionamento espiritual que nós crentes temos com Deus.
Assim como um nascimento natural é necessário para se entrar e estabelecer relações numa família física, Jesus ensinou que é preciso nascer de novo espiritualmente para entrar e estabelecer uma relação espiritual na família espiritual de Deus. O novo nascimento faz de Deus o "nosso Pai", Mateus 6:9, e nos estabelece como filhos de Deus, I João 3:2. Somos, portanto, "irmãos" no Senhor, I Tess. 4:13.
Se existe portanto, um paralelo entre a família espiritual de Deus e a família física, como mostram essas passagens, então um estudo paralelo remove toda a validade de vários conceitos errôneos mantidos por certas pessoas, ao mesmo tempo que comprova o conceito de salvação pela graça. Por exemplo, imagine como é ridícula a idéia de que qualquer ser humano poderia de alguma maneira forçar-se para entrar numa família, ou merecer o bastante para se tornar parte de outra família. A idéia é absurda. Todos sabem que só existe uma maneira de se fazer parte de uma família natural, e é através do nascimento. Nunca alguém conseguiu forçar sua entrada, ou mereceu tal coisa. Somente Adão e Eva não nasceram, e eles foram criados por Deus de uma maneira especial. A idéia de forçar-se ou merecer entrar na família de Deus é igualmente absurda em relação aos ensinamentos bíblicos como o conceito de serem necessárias as obras e a bondade para ser membro de uma família natural. O mundo e muitas supostas "denominações cristãs" no entanto, dizem que devemos trabalhar muito e fazer o bem, e que então iremos ao céu. Professor, tenha certeza de que seus alunos reconheçam como é absurda essa idéia e fora de ordem com o que a Bíblia diz.
Enquanto você ainda está nesse assunto do paralelo familiar, lembre aos seus alunos como é absolutamente impossível que alguém saia de sua família natural. Sua bondade ou maldade não têm nada a ver com seu relacionamento na família. Ele não deixa de ser membro da família, mesmo se, em vez de viver honestamente e ser bem sucedido, ele rouba, estupra, e é um vilão que vive na penitenciária. No entanto, existem multidões de pessoas, umas até que se auto-denominam de cristãs, que insistem que se você comete certos pecados, você será novamente um pecador perdido, e perderá sua relação familiar com Deus. Explique que pessoas que pensam assim ainda estão sob o conceito de "boa conduta". Elas ainda não deixaram de lado a elas mesmas e sua conduta, para colocaram-se à mercê de Deus. O fato é que a conduta não afeta o relacionamento familiar, espiritual ou físico. Apenas o nascimento estabelece o relacionamento familiar, e esse relacionamento é para sempre: fisica e espiritualmente. Não há nenhuma maneira de se sair de um relacionamento familiar espiritual, como também de um relacionamento familiar físico. Nos dois casos, a possibilidade é zero.
Professor, estabeleça bem estes pontos sobre a família. Durante todo este tempo, você esteve ensinando sistematicamente a segurança que o crente têm. Esse conceito de segurança está integrado em todas as lições, principalmente às primeiras quatro. Agora, este ponto está sendo fortalecido. Você têm a oportunidade de ensiná-lo de uma maneira muito poderosa, porém fácil de entender.
III. Diga aos seus alunos que agora você vai apresentar uma maneira específica de se estabelecer com certeza se uma pessoa é salva ou não.
A. Explique que você irá usar João 3:36 para ilustrar este ponto.
1. Peça para que seus alunos encontrem a passagem na Bíblia.
2. Nesse momento você deve virar ao esquema e, atrás, escrever "João 3:36" e a porção do versículo como ilustrado.
3. Explique que você irá analisar João 3:36 de maneira parecida como se analisam orações numa classe de gramática em português. Diga que você escolheu João 3:36, mas que existem muitas passagens parecidas que falam sobre o mesmo assunto. João 3:36, porém, apresenta uma ilustração muito clara.
B. A seguir estão as explicações de como ensinar e ilustrar João 3:36, e ajudar uma pessoa a estabelecer exatamente onde ela se encontra em relação a Deus:
1. Primeiramente, acrescente I João 5:13 ao esquema. Encontre a passagem e mostre aos alunos que, através deste versículo, podemos ter certeza de que somos salvos. Não existe razão alguma para a incerteza em relação a que grupo pertencemos. Alguns dizem que as pessoas não podem ter certeza da salvação. Deus diz que podem.
Através de I João 5:13, mostre também que temos essa certeza por causa daquilo que está "escrito". Em outras palavras, Deus nos deu uma maneira de sabermos, e essa maneira é a Sua palavra escrita. Se não tivéssemos nada escrito, não poderíamos ter certeza da salvação; temos, porém, a Palavra escrita, e por isso, temos a certeza.
ILUSTRAÇÃO:
Eu seguro minha caneta para os alunos verem, e pergunto quanto eles acham que ela mede em centímetros. Depois digo que se eu perguntasse a dez pessoas, é provável que receberia dez respostas diferentes. Existe, porém, uma maneira de todos concordarmos sobre o comprimento: deixar de adivinhar e medir a caneta com uma régua. Da mesma maneira, nós podemos nos medir espiritualmente com a régua de Deus, ou seja, a parte de sua Palavra que fala sobre o assunto. Ao fazer isto, paramos de adivinhar sobre nossa situação espiritual. Sabemos decisivamente se somos salvos ou não.
2. Agora aponte aos alunos o que João escreveu em João 3:36. Nessa passagem, vemos tanto o lado positivo da questão como o lado negativo. A afirmação positiva é que você têm a vida eterna se você crê. O lado negativo é que, se você não crê, você não têm a vida eterna. Diga que você vai apresentar a questão pelo lado positivo.
Nesse momento, desenhe a linha vertical, como indicado, entre "Filho" e "têm", explicando que o que Deus nos propõe é "se" cremos no Filho, temos a vida eterna. Note bem que foi Deus quem disse isto, e que não é opinão de um homem ou grupo de homens.
3. Agora desenhe a chave em baixo de "têm a vida eterna", e escreva "Parte de Deus", como ilustrado. Explique que apenas Deus pode dar a vida eterna. Ela não pode ser manufaturada ou comprada. O fato de que a vida vem da vida é científico e observável. A única maneira de se receber a vida eterna é do Deus eterno. Ele disse, aqui em João 3:36, que quem crê em Jesus Cristo "têm" a vida eterna.
Discuta a palavra "têm" com seus alunos. Ela indica o presente - agora. Aqueles que crêem não receberão a vida eterna apenas quando irem ao céu. Eles já têm a vida eterna. Seus corpos ainda são mortais, mas seus espíritos têm a vida eterna. Isso comprova ainda melhor o fato de que uma pessoa pode saber definitivamente se é salva ou não. Ela não precisa esperar até que morra fisicamente para saber se seu espírito irá ao céu ou para o lago de fogo.
Agora, discuta "vida eterna", lembrando que um de seus objetivos para esta lição é deixar seus alunos com a segurança de que sua salvação e seu relacionamento com Deus são permanentes. Esse conceito é inerente no plano de redenção eterna que você vem ensinando, mas nesse momento você deve enfocar o ponto diretamente. Enfatize a segurança eterna daquele que crê. Lide com a palavra "eterna", lembrando aos alunos que foi Deus quem a disse, e portanto, ela têm significado real. Ele não usaria a palavra "eterna" se quisesse dizer "temporária".
ILUSTRAÇÃO:
Às vezes eu digo aos meus alunos, de maneira um pouco cômica, que cabeleireiros muitas vezes usam a terminologia errada ao descrever seu trabalho. Mulheres vão ao cabeleireiro para fazer uma "permanente"; alguns meses depois, porém, têm que voltar para fazer outra "permanente", pois a primeira "permanente" já saiu. Se pararmos para pensar, veríamos que as "permanentes" deveriam ser chamadas de "temporárias", porque na verdade não são permanentes. Deus, porém, nunca faz o uso errado das palavras. Quando ele chamou a vida que nos oferece de "eterna", é exatamente isto que ele quer dizer. Não é uma vida temporária. Todos que a recebem têm-na para sempre.
Professor, escreva Romanos 8:31-39 no esquema como ilustrado, e leia a passagem. Ela está cheia de afirmações sobre a segurança eterna dos que crêem em Jesus Cristo. Se necessário, use João 6:35, 37, 39, 40 para enfatisar. Gosto de destacar as palavras de Jesus no verso 39, que diz: "Que eu não perca nenhum". Pergunto aos alunos quantos ele teria que perder para fazer desta afirmação uma mentira. Respondo a minha própria pergunta dizendo que se ele perdesse apenas uma pessoa, já não seria verdade o que disse em João 6:39. Se ele estivesse mentindo ali, então seria possível que ele estivesse mentindo em outras passagens também. A verdade, porém, é que ele não estava mentindo em João 6:39, ou em qualquer outra passagem. Quando ele disse que ele não perderia nenhum dos que viessem a ele, é exatamente isto que ele quis dizer. Toda pessoa que algum dia foi salva, ainda é salva. Ninguém corre o perigo de perder sua "vida eterna". Se ele pudesse perdê-la, ela nem seria "eterna", não é mesmo? Também nesse caso, Jesus estaria mentindo ao usar a palavra "eterna" em João 3:15-16. Deus não mente nem usa as palavras erradas. Quando ele disse "...quem crê no Filho têm a vida eterna", era isso que ele pretendia dizer, e é esta a verdade.
4. Agora que você já lidou com a frase "têm a vida eterna", precisa enfatisar um ponto crítico sobre a integridade de Deus e de sua Palavra. Para que seus alunos tenham a segurança pessoal de sua salvação, é necessário que entendam bem esta verdade.
Lembre a seus alunos que a afirmação positiva de João 3:36 é algo que Deus propõe se crermos em Jesus. Agora pergunte a eles: "Suponhamos que você, ou qualquer outra pessoa acreditasse no Filho, mas não recebesse a vida eterna. Como isto afetaria a proposta de Deus?" Deixem que eles pensem por alguns segundos, depois responda, dizendo que isso faria com que a proposta de Deus fosse uma mentira. Dê ênfase novamente à idéia que, se existe até uma pessoa que creu no Filho e não recebeu a vida eterna, então Deus mentiu aqui em João 3:36. Assegure a seus alunos, porém, que Deus não mente. Tito 1:2 diz "o Deus que não pode mentir". A afirmação, portanto, é verdadeira. Agora diga aos alunos que isso lhes afeta pessoalmente porque podem ter certeza de que, se creram no Filho de Deus, eles são salvos e têm a vida eterna. Tenha certeza de que eles realmente entendem este ponto. Como ele pode saber que será salvo quando crer no Filho? Porque Deus assim o disse. Onde? Aqui mesmo em João 3:36. A segurança da salvação não está baseada na boa conduta, ou numa experiência emocional, um sentimento de ser salvo, ou uma profunda sinceridade. NÃO! As pessoas têm certeza da salvação porque Deus disse que elas estão salvas. Ele não fez isso através de uma voz mística ou através de uma carta especial escrita numa rocha que caiu do céu. Ele nos disse através da Bíblia, seu livro, em João 3:36 e em várias outras passagens. Como eu sei que estou salvo? Deu diz que eu estou! Onde? Em João 3:36. Eu estou no grupo de pessoas que creram no Filho, e ele disse que todas as pessoas naquele grupo têm a vida eterna. Eu estou descansando na sua promessa. Se ele estiver mentindo, eu não tenho a vida eterna. Se ele estiver falando a verdade, então eu tenho a vida eterna. Todas as evidências mostram que ele está falando a verdade. Eu creio que ele está falando a verdade. Minha salvação é tão verdadeira quanto a Palavra de Deus. Minha segurança está baseada na integridade de Deus e de sua Palavra, e não em meus sentimentos ou minha habilidade de manter uma vida limpa. Minha salvação é tão verdadeira quanto a Palavra de Deus. Se eu creio no Filho, ele diz que estou salvo, e não há segurança maior do que essa.
Professor, não tente usar minhas palavras exatas ao explicar esse ponto. Procure entender tão bem essa parte no seu próprio coração, que se esclareçam todas as dúvidas aqui mesmo. Você precisa ter certeza de que seus alunos vejam na Palavra de Deus a segurança da salvação. Se você deixar de mostrar isto aos alunos, esta falha provavelmente causará problemas mais tarde. Antes de avançar para o próximo ponto, você quer que seus alunos entendam que se eles creram no Filho, eles podem ter certeza da salvação. Assim que você vir que eles compreenderam essa verdade, prossiga ao próximo ponto.
5. Acrescente uma chave sob "quem crê no Filho", como ilustrado, e escreva "Sua parte".
A primeira coisa que você deve fazer, assim que escrever "Sua parte", é explicar que isto não se refere a alguma ação que deve ser feita por alguém que necessita de salvação. "Sua parte" é simplesmente algo entre a pessoa e Deus. Existem dois partidos envolvidos na questão: Deus e você. Deus dá a salvação e você apenas recebe. "Sua parte" é receber todo o trabalho maravilhoso de Deus pelos pecadores perdidos.
Depois desta breve explicação, acrescente as duas linhas verticais, e os números (1), (2), (3), como ilustrado. Diga aos alunos que "Sua parte" está dividida em três considerações.
Primeiro você irá explicar a palavra "quem". "Quem" é o sujeito da oração, e é um pronome universal. Isso significa que "quem" inclui a todos. O "quem" de João 3:36 têm o mesmo sentido de "todo o que", em João 3:16. Acrescente João 3:16 ao esquema nesse momento. "Quem" ou "todo o que" inclui todos os pecadores. Ninguém é pecador demais para ser salvo. Isaías 1:18 é uma passagem excelente para acrescentar ao esquema. Todas as pessoas finas, morais, sinceras, religiosas e respeitáveis necessitam da salvação. O "quem" de João 3:36 inclui a todos.
Em segundo lugar, é bom explicar a frase "no Filho". A palavra "crê" é um pouco mais difícil para as pessoas compreenderem, então eu deixo isto por último. Além do mais, até este momento você já deve ter dado quase quatro horas de ensinamentos, a maioria centrados "no Filho". Por isso, uma explicação sobre "o Filho" deve ser razoavelmente fácil tanto para você como para os alunos. Ao explicar a frase "no Filho", eu viro o esquema para a primeira página, e aponto para a cruz, dizendo que a frase "no Filho" se refere a Jesus Cristo. Lembro aos meus alunos que eu já expliquei o grande trabalho de Cristo em favor dos pecadores perdidos. Lembro particularmente sobre o evangelho, e como Jesus derramou seu sangue pelos pecadores: morreu por eles, foi enterrado, e ressuscitou no terceiro dia. Agora, volto para o lado de trás, e aponto para "no Filho". Digo aos alunos que a fé deve ser em Jesus Cristo. Deus não promete vida eterna para aqueles que crêem em seu batismo, suas boas obras, sua igreja, sua sinceridade, ou qualquer coisa deste tipo. A promessa de "vida eterna" é apenas para aqueles que crêem no Filho. Isso me leva a explicar que é o "objeto de nossa fé", Jesus Cristo, que nos salva, e não a fé em si. De fato, este é o caso de qualquer pessoa que crê em outra coisa a não ser em Jesus Cristo para ser salvo. As pessoas que crêem em seu batismo, nas boas obras, na afiliação a uma igreja e envolvimento, ou na sua sinceridade, estão perdidas e com destino ao lago de fogo. Deus prometeu salvar todos que crêssem no Filho, e mais ninguém. Escreva João 14:6 no esquema, leia, e depois faça o mesmo com Atos 4:12.
ILUSTRAÇÃO:
Aponto para um abajour, ou qualquer outra utilidade doméstica que está visivelmente ligado a uma tomada eléctrica. No caso de um abajour, explico que a lâmpada não têm poder algum para brilhar sozinha. O poder real que causa a luz vem da companhia eléctrica, e está passando pela tomada para a lâmpada. Digo aos meus alunos que se eu ligasse a tomada no meu nariz, a lâmpada não acenderia. Se eu a ligasse numa tomada quebrada, não teria luz alguma, mesmo que eu acreditasse que a lâmpada se acenderia. Enfatiso que não é a minha fé que faz a lâmpada brilhar, e sim a energia da companhia eléctrica. Minha fé é apenas o meio através do qual eu faço a ligação com a verdadeira fonte de poder. Minha fé, por mais forte que seja, não têm valor algum se está baseada na fonte errada de poder.
Da mesma maneira, a fé não salva as pessoas perdidas. Jesus Cristo salva. Ele é a única fonte verdadeira de poder espiritual. Tudo que nossa fé faz é nos ligar a Ele, para que ele então faça o trabalho da salvação. Se qualquer pessoa colocar sua confiança e fé no objeto errado, terá consequências eternas desastrosas. A fé precisa ser em Cristo, ou nunca haverá "vida eterna". Para todos aqueles que crêem em Jesus Cristo, a "vida eterna" é uma realidade.
Agora você deve explicar a palavra "crê". Seus alunos podem estar pensando sobre o que exatamente significa "crer". Provavelmente pensam que crêem, ou até que sempre creram. Até seriam capazes de lhe dizer rapidamente que nunca houve um dia de suas vidas em que não creram. Não são infiéis ou ateus, e nunca o foram. Por que, então, se sempre creram, não foram salvos? Professor, tenha certeza de que você esclarece muito bem este ponto. Tanto na Bíblia como hoje em dia, a palavra "crer" têm dois sentidos principais. Usamos a palavra "crer" ou "acreditar" para expressar que aceitamos fatos. Acrescente "1. Fato" ao esquema, como ilustrado. Explique que acreditamos em fatos históricos e aceitamos fatos que podemos ver com nossos próprios olhos. Muitas pessoas aceitam os fatos sobre Jesus Cristo. Sim, crêem que ele foi um personagem histórico real. Acreditam que ele realmente morreu na cruz, derramou seu sangue, foi enterrado e ressuscitou depois de três dias. Acreditam que ele vive hoje, e que elas são pecadores que necessitam da salvação. Muitas pessoas já creram até este ponto, e até pensam que são salvas, mas esse não é o caso. Existe uma segunda maneira de se usar a palavra "crer", que é no sentido de ter fé, confiança, esperança ou dependência. Acrescente "2. Fé" ao esquema, como ilustrado. Este é o sentido que é usado em João 3:36. Um estudo do verbo em grego, usado antes da tradução para o português, logo provaria isso. Em João 3:36, Deus diz que ele dará "vida eterna" para todo aquele que confiar nele, e não para aqueles que simplesmente aceitarem os fatos. Acrescente Efésios 1:3 ao esquema, e leia. Diga aos alunos que existe uma diferença entre acreditar numa série de fatos, e se comprometer com algo e confiar nele.
ILUSTRAÇÃO:
Se eu digo aos alunos: "Você acredita que existem aviões grandes no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo?", com certeza eles dirão que sim. Qualquer pessoa que já foi lá sabe que existem aviões por toda parte - decolando, chegando ou estacionados. Os alunos podem responder que sim, portanto, com toda a honestidade e sinceridade. "No entanto", digo aos meus alunos, "se eu comprasse passagens para vocês voarem num daqueles aviões, a sua crença teria uma dimensão completamente nova. Uma vez que vocês pegassem as passagens, embarcassem no avião, sentissem o seu movimento até a pista de decolagem, e depois quando ele acelerasse até alcançar uma velocidade tal que deixasse o chão, vocês não estariam simplesmente acreditando no fato de que aquilo é um avião. Vocês estariam crendo, no sentido de ter fé e confiança. Vocês estariam entregues ao avião. Se ele caísse, vocês também cairiam. Vocês estariam à mercê dele."
É neste sentido que devemos crer em Jesus Cristo, se vamos receber a "vida eterna". Não basta aceitar o fato dele ser o que a Bíblia diz que ele é, ou aceitar que ele fez o que a Bíblia relata. A salvação ou a "vida eterna" vem quando temos fé nele, crendo nele no sentido de termos um compromisso para com ele. Algumas pessoas acham que, como elas confiam nele todos os dias para ajudá-las no trabalho, e para protegê-las, elas estão salvas. Este não é um caso de fé e confiança diárias, no entanto. Estamos falando sobre a condenação eterna ou a vida eterna; sobre estarmos perdidos ou sermos salvos. Para receber a "vida eterna", é necessário que a pessoa creia ou confie em Jesus Cristo para a salvação. É um caso de confiar que Jesus levará seu espírito ao céu, e não apenas protegerá seu corpo na ida ao trabalho.
C. Agora que você já explicou João 3:36 passo a passo, diga aos alunos que você quer mostrar um teste, através do qual uma pessoa pode definir com certeza a qual dos dois grupos ela pertence.
1. A primeira pergunta do teste é: "Eu sou salvo?". Escreva no esquema como ilustrado. Explique que se algum deles responder "não", então precisa ser salvo. Se algum responder que não têm certeza, então têm que se certificar e ter certeza. Certas coisas não têm muita importância, mas a questão da salvação é de extrema importância. Se alguém diz "Sim , sou salvo," então deve ter uma boa razão para dizê-lo. Deve existir uma base para tal afirmação.
2. A segunda pergunta, portanto, é a seguinte: "Como fui salvo?" Acrescente ao esquema. Esta pergunta se refere à base da segurança da salvação. Talvez até este momento você não tenha confrontado seus alunos diretamente com a pergunta sobre onde eles se encontram em relação a Deus. Em alguns instantes você o fará, mas por enquanto, trate este "teste" como algo que vocês estão perguntando a uma terceira pessoa. Diga, por exemplo, "Se uma pessoa respondesse que é salva porque foi batizada, sabemos que está errada, por isso vamos colocar um 'x'. Essa pessoa não seria salva." Continue assim, fazendo uma lista de falsas esperanças, sempre colocando um 'x'. Inclua boas obras, sinceridade, afiliação a uma igreja e envolvimento, etc. Essas são as desculpas mais comuns. Depois de fazer uma lista de respostas falsas, diga aos alunos que a única resposta certa a esta pergunta é crer em Jesus Cristo. A resposta não precisa ser nestas palavras exatas, mas a idéia deve ser esta. Qualquer pessoa que pensa que foi salva de outra maneira, a não ser confiando em Jesus Cristo, ainda está perdida.
3. Agora escreva a terceira pergunta no esquema: "Quando fui salvo?" Explique aos alunos que você não precisa saber o dia da semana, ou até mesmo a data exata. É muito bom que se saiba tal informação, e a maioria das pessoas salvas sabem, mas não é necessário. A intenção da pergunta é para que se tenha certeza de que houve um momento quando a pessoa reconheceu sua condição de pecadora e, no seu próprio coração, creu em Jesus Cristo como Salvador. Se uma pessoa não se lembrar de tal momento, ela nunca terá certeza de que realmente aconteceu, e portanto nunca terá certeza da salvação.
Diga aos seus alunos que agora você vai desenhar uma "linha da vida" no esquema, que procura enfocar o tempo da salvação. Desenhe uma linha horizontal no esquema, e escreva "data de nascimento" na esquerda, e "dia da morte" na direita. Desenhe uma flecha em direção à direita, e lembre seus alunos que todos nós nascemos, e que todos teremos que enfrentar a morte algum dia. Não gostamos de pensar em enfrentar tal dia, mas todos sabemos que ele virá. Agora, escreva "Hoje" no esquema. Explique que você está situando o "hoje" arbitrariamente. A maioria das pessoas gostariam de colocá-lo mais perto da "data de nascimento", e não do "dia da morte". Apenas Deus sabe. Não podemos colocar o "hoje" no lugar certo. Apenas sabemos que "hoje" está entre o dia em que nascemos e o dia em que morreremos, e que nós estamos seguindo em direção à morte.
Professor, agora diga que você irá colocar a data de hoje no esquema. Diga que você quer que eles pensem em suas próprias vidas desde seu nascimento, e que localizem quando foram salvos. Diga que, enquanto eles pensam, você vai compartilhar uma ilustração da vida real.
ILUSTRAÇÃO:
Numa igreja, por volta de 1968, uma jovem de uns quinze anos se levantou durante um apelo. Ela já fora membro da igreja há vários anos. Tinha crescido numa família cristã, e conhecia bem as escrituras. Era ativa entre os adolescentes, mantendo sempre uma boa atitude. Aquela moça, porém, estava preocupada sobre sua condição espiritual. Tinha dúvidas sobre sua salvação. O problema parecia complexo demais para ser resolvido com uma simples conversa durante o apelo, e por isso, o pastor se encontrou com ela à tarde. Depois de uma longa conversa sobre como ser salva, o pastor fez estas três perguntas. Quando ele lhe perguntou sobre sua salvação, ela disse que havia sido salva num culto certa manhã numa igreja batista em outra cidade, quando tinha oito anos. O pastor perguntou se ela havia realmente "crido no Filho" antes daquela experiência aos oito anos. Ela respondeu que não. Então ele perguntou se ela havia crido no Filho desde aquela experiência. Novamente ela respondeu que não. Ela pensava que não era preciso, já que ela fora salva aos oito anos. O pastor lhe explicou que se ela não tivesse crido no Filho no domingo em que pensava ser salva, então na verdade nunca havia crido no Filho, e então ainda estava perdida. Ela viu que ele estava certo.
Então ele lhe perguntou sobre aquele domingo quando ela tinha oito anos. Perguntou se ela foi salva (tendo realmente confiado em Cristo) durante o louvor e o sermão. Ela disse que não, mas que ela simplesmente havia sentido convicção de que realmente precisava ser salva. Disse que planejava ser salva durante o apelo. Então o pastor perguntou se ela havia crido no Filho quando o apelo começou ou no momento em que ela andou até a frente. Ela pareceu surpresa, e disse que pensava que as pessoas eram salvas na frente. Explicou que ela se encontrou com o pregador, e tentou concordar com tudo o que ele lhe perguntava. Disse que estava tão aterrorizada diante de todas aquelas pessoas que ela nem sabia na verdade o que ele havia lhe perguntado. Ela concordou com tudo o que ele lhe disse, e correu para assinar um cartão de membros.
O pastor perguntou se, em algum momento do encontro com aquele pregador, ela havia reconhecido a sua condição de perdição e se havia crido em Jesus Cristo como salvador pessoal. Ela disse que, com toda sinceridade, tinha certeza que não. Ela estava com muito medo. Não estavasse concentrando no Deus que podia salvá-la de sua situação. Pensava apenas naquele pregador, em todas as pessoas, e em se apressar em terminar com tudo aquilo. O pastor perguntou se ela havia crido no Filho quando estava preenchendo o cartão, e ela respondeu que não. Explicou que fora a experiência toda que lhe havia salvo.
O pastor disse à moça: "Você acaba de me dizer que você não creu no Filho antes daquele domingo quando você tinha oito anos, e que não têm crido nele desde aquele dia. Disse também que não creu no Filho naquele domingo. Em resumo, o que você me disse é que, desde o dia de seu nascimento até hoje, você nunca creu no Filho. Sim, você foi até à frente, foi batizada, e têm sido ativa na igreja. Nunca fez, porém, aquilo que Deus disse que todas as pessoas perdidas têm que fazer. Você nunca creu no Filho de Deus, e ele não pode e não irá lhe salvar até que você faça isso.
Não é de se admirar que ela não tinha nenhuma segurança da salvação; ela nem tinha certeza de que tinha crido no Filho. Até que você tenha certeza de que já creu no Filho, você não pode ter a certeza da salvação.
Esta jovem apresenta características típicas de muitas pessoas. Quando fazem uma inspeção de sua suposta experiência de salvação, descobrem que simplesmente fizeram uma série de coisas religiosas ou boas. Deixaram de lado a única coisa que Deus requer. Eles oraram, foram até à frente durante o apelo, se arrependeram de seus pecados, choraram e passaram por uma experiência muito emocional - mas nunca creram no Filho. Todas as outras ações são supérfluas se a pessoa não crê no Filho. Continua na estaca zero, sem salvação ou segurança. Somente quem crê no Filho têm a salvação e a segurança, com a garantia da Bíblia.
No caso da jovem, o pastor pediu a ela que esquecesse que ele estava ali, e disse que a salvação era algo entre ela e o Senhor Jesus Cristo. Explicou que Jesus estava presente ali, ansioso por salvá-la, e que o faria no instante em que ela crêsse nele como seu salvador pessoal. Então ela fechou os olhos onde estava. O pastor aguardou, e logo as lágrimas começaram a descer pela face dela. Depois de algum tempo, ela disse: "Agora eu já confiei nele". O pastor disse que, tendo em vista aquela decisão de seu coração, ela podia então afirmar que havia recebido para si mesmo a promessa de "vida eterna" dada em João 3:36.
D. Agora, professor, é a hora de ser mais pessoal com seus alunos sobre a situação deles diante de Deus.
1. Peça diretamente a eles em qual dos dois grupos eles se encontram. Talvez você possa virar para o primeiro esquema e apontar as duas possibilidades enquanto faz a pergunta.
2. Se alguém disser que é salvo, peça que lhe fale como aconteceu, e quando. Não faça parecer que você não acredita nele; você não é um advogado de acusação. Apresente a pergunta como um amigo interessado em saber sobre a experiência mais importante da vida dele.
3. Se alguém disser que não é salvo, peça naquele momento que ele creia no filho. Pare, e faça o que o pastor fez com a jovem. Peça para que ele esqueça você, e diga que Jesus Cristo está ali naquele momento, esperando para salvá-lo. Diga que você vai esperar enquanto ele resolve esta questão com Deus.
4. Se algum aluno parecer incerto se realmente confiou no Senhor em algum momento, faça a advertência sobre como é perigoso permanecer na incerteza. Diga que, acima de tudo, ele precisa resolver a questão naquele momento. Se, depois de analisar o passado, a pessoa ainda não têm certeza, geralmente eu a aconselho a confiar no Senhor naquele mesmo momento. Explico que se confiar no Senhor agora, isso não irá desfazer o que talvez ela já tenha feito. O Senhor sabe o que realmente aconteceu no passado, e se ela realmente creu no Filho, confiar nele novamente não irá atrapalhar hoje. Se, porém, ela não confiou verdadeiramente no passado, então o que pode acontecer hoje fará toda a diferença - não somente neste mundo, mas em toda a eternidade. Não é Deus que está incerto sobre a salvação individual, e sim o indivíduo. Um indivíduo pode nunca ter certeza do que aconteceu no passado, mas pode ter certeza do que aconteceu "hoje". Até que ele tenha essa certeza de que creu no Filho, nunca terá certeza da salvação.
5. Mesmo com tudo isto, algumas pessoas podem ainda estar um pouco incertas neste momento. Professor, algo que deve ser feito nesse momento, e que já ajudou muitas pessoas, é dizer algo do tipo: "Suponhamos que até agora eu não tivesse sido salvo. Na verdade, eu fui salvo, em Outubro de 1954, mas suponhamos que eu não tenha sido, e que estive iludido todos esses anos. Bom, nesse momento, eu posso lhe dizer que estou confiando em Jesus Cristo como meu salvador. Deus está vendo o meu coração, e sabe que estou lhes dizendo a verdade. E agora digo que, se Jesus Cristo não pode me levar ao céu, mesmo depois de tudo que ele fez por mim, então eu não estarei lá. Ele é a minha única esperança.
Suponhamos que esta fosse a primeira vez que eu tivesse chegado a essa decisão; Deus teria me salvado nesse momento, de acordo com João 3:36. É claro que essa não foi a primeira vez, pois fiz a decisão em Outubro de 1954, e foi naquele tempo que Jesus me salvou. O que eu acabei de fazer aqui, no entanto, não afetou de maneira alguma minha salvação. Eu não fui salvo novamente hoje, simplesmente confirmei minha fé em Cristo. No entanto, se eu não tivesse certeza da salvação até hoje, vocês podem ver que o que acabei de dizer seria uma decisão muito importante."
Agora, professor, com essa idéia ainda na mente de seus alunos, pergunte se eles podem dizer honestamente, aqui e agora, que a sua fé e confiança estão somente em Jesus Cristo. Muitos dirão que sim. Então você pode apontar para o esquema e perguntar: "O que Deus diz que vocês têm, então?" A não ser que eles estejam totalmente por fora de toda a sua explicação, deverão dizer: "Vida eterna". Se é a primeira vez que algum aluno pode ter certeza desta decisão, então enfatizo a idéia de que, de agora em diante, ele poderá lembrar desse momento como o dia da sua salvação. Então eu circulo a data no esquema e escrevo a hora exata do dia.
6. Termino a quarta lição com um último ponto. Explico que pode ser que, em algum dia da próxima semana, ou do próximo ano, algum deles duvide de sua salvação. Se isto acontecer, eles podem perguntar a si mesmos: "Sou salvo?" Deverão responder dizendo que sim. Então devem perguntar: "Como fui salvo?" A única resposta para essa pergunta deve ser: "Por que confiei em Jesus Cristo como meu salvador." Devem então fazer a pergunta: "Quando confiei em Jesus?" Então responderiam com a data certa. A próxima pergunta é: "O que Deus diz que eu tenho, tendo em vista a minha confiança em Jesus Cristo?" Podem responder a si mesmos dizendo: "Deus diz que eu tenho a vida eterna." Então a pergunta: "Onde Deus diz isto?" E a resposta: "Na Bíblia, em João capítulo 3, versículo 36." Isso significa que seus alunos podem esquecer suas dúvidas e continuar servindo a Deus, pois a Palavra de Deus dá a maior segurança possível.
1. Diga aos alunos que assim termina a Lição Quatro, e que você voltará na próxima semana no horário marcado para ensinar a Lição Cinco, que lida com a comunhão e os motivos para a vida correta. O título da quinta lição é "Fundamentos da Comunhão e da Produtividade com Deus".
2. Convide os alunos para irem à igreja. Eu não insisto que eles se batizem nesse momento. Ao mesmo tempo não impeço. Se eles têm conhecimento prévio o bastante para reconhecer essa necessidade, está ótimo. Em muitos casos, porém, seus alunos não terão a menor noção do que é o batismo, que seria como falar algo em grego neste momento. Na sexta lição, você irá explicar bem a questão do batismo. Quando você sentir que o aluno têm consciência do ato de batismo, então é a hora certa de encorajá-lo.
3. Sempre que alguém é salvo, peço para orarmos juntos agradecendo a Deus por tê-lo salvo, antes de sairmos.
4. Levante-se, e dirija-se à porta.
"Faz Uma Diferença O Que Você Crê"